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Felipe de Oliveira acerta o alvo ao dar voz à atual produção musical mineira no álbum ‘Coração disparado’

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Embora Milton Nascimento tenha colocado definitivamente Minas Gerais no mapa da produção musical do Brasil ao criar o Clube do Esquina no início dos anos 1970, os compositores da região mineira nem sempre ocupam os centros das atenções, embora estejam perto demais das capitais.

Dar voz e vez a esses compositores é um dos méritos do álbum Coração disparado (Under Discos), lançado em CD neste mês de junho de 2018 por Felipe de Oliveira, cantor nascido há 25 anos em Belo Horizonte (MG). Em Coração disparado, Felipe acerta o alvo ao dar a voz andrógina a músicas assinadas em maioria por jovens compositores da cidade natal de BH, como é informalmente chamada a capital de Minas.

Além de ter valor documental por registrar oficialmente músicas como o samba-choro com clima de tango Outra história (Pedro Santos), o álbum seduz pela ótima qualidade do repertório, pelo canto afinado do intérprete – em cena desde 2014, ano em que estreou o primeiro show, Histórias do mundo em voz e violão – e pelo apuro da produção e da direção musical confiadas a Barral Lima e a Erick Krulikovski.

Compositores como Dé de Freitas, Guilherme Borges – parceiros no aliciante Samba da redenção ouvido na abertura do álbum – e João Vitor Rocha são nomes recorrentes nos créditos das onze músicas que formam o repertório de Coração disparado.

Felipe de Oliveira ecoa o canto também andrógino e por vezes teatral de Filipe Catto nas interpretações de músicas como A casa dos mil cordões azuis (Guilherme Borges e Dé de Freitas) sem que essa semelhança natural empane o brilho próprio do jovem mineiro. Também salta aos ouvidos no disco a ótica feminina sob a qual foram escritas as letras de músicas como Noite sem fim (Dé de Freitas e João Vitor Rocha) e Fé menina, joia sensível da lavra cantora, compositora e violonista mineira Deh Mussolini lapidada pelo intérprete com o toque do violão de André Milagres e do acordeom de Julian Tarragô.

Intérprete seguro o suficiente para encarar o canto a capella de Cidade(Phil Albuquerque), Felipe de Oliveira apresenta disco moderno (mas não muderno…) com força para extrapolar as fronteiras mineiras e dar justa visibilidade para a produção contemporânea de composições como Eu sonhei com você (Sérgio Oliveira), o lúdico xote Xotimamoeiro (Renato Pessoa), Chorinho para não gaguejar (Dé de Freitas e João Vitor Rocha) e Adeus Maria (Dé de Freitas e João Vitor Rocha), samba que soa como vinheta no disco por conta dos meros 51 segundos.

Enfim, o inspirado Coração disparado bate forte e merece ser ouvido além dos círculos independentes das Geraes. (Cotação: * * * *)

Com informações do Mauro Ferreira, G1

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Virtudão lança nova música que conta uma história de amor a distancia

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A música “Menos de 1 km”, um pagodinho clássico, cheio de romantismo e história de amor .

O grupo de pagode Virtudão lançou nesta quinta-feira (13) o primeiro single sete meses depois de apostar em uma mulher como nova vocalista da banda. Leticia Moura e Everton Martins lançaram a música “Menos de 1 km”, um pagodinho clássico, cheio de romantismo e história de amor que pode ser conferido em todas as plataformas digitais e no youtube.

“Nosso primeiro single do EP foi um sambinha mais dançante, agora apostamos nessa pegada mais clássica. A verdade, é que amamos esse pagode mais romântico, e tenho certeza que o publico vai gostar também”, explicou Everton.

Essa é a segunda canção do EP gravado em São Paulo. Ao todo foram três músicas produzidas por Jr Nikkimba, Michel Fujiwara, Cláudio Bonfim, Kadu Silva, Jacques Batera e Ronald Marcondes. Os profissionais tem carreiras consolidadas e trabalham com grandes nomes do pagode como Dilsinho, Alexandre Pires, Thiaguinho, Jeito Moleque, entre outros.

A banda surgiu, mas só em 2011 após uma breve separação o Virtudão uniu mais uma vez Andrey Nogueira e Everton Martins, em nova formação. O encontro rendeu vários projetos musicais, como o Virtudão VIP e o Quintal do Virtudão.

Com shows animados e dançantes, o Virtudão leva os clássicos do pagode para o palco, mas as músicas atuais também, em novas roupagens no ritmo.

Fonte: G1 Pa — Belém

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Lobão adiciona música de Rita Lee ao álbum ‘Canções de quarentena’

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♪ Lobão decidiu incluir uma segunda música de Rita Lee no repertório do álbum Canções de quarentena. Como o artista revelou em rede social, o cantor vai gravar Ando jururu, composição apresentada pela autora há 47 anos no álbum Atrás do porto tem uma cidade (1974), gravado por Rita com o grupo Tutti Frutti.

Além de Ando jururu, Lobão também selecionou Balada do louco (Arnaldo Baptista e Rita Lee, 1972) – música do repertório do grupo Os Mutantes – para o álbum.

Gravado desde o primeiro semestre de 2020 com produção orquestrada solitariamente por Lobão (inicialmente no Rio de Janeiro e, desde dezembro, em São Paulo), o disco Canções de quarentena reúne registros inéditos de músicas da década de 1970 que reverberam na memória afetiva de Lobão.

Ainda inédito, o álbum já gerou seis singles, sendo que o último, Canalha, foi lançado em 29 de janeiro deste ano de 2021 com regravação do rock do compositor Walter Franco (1945 – 2019), apresentado pelo autor em 1979 em festival promovido pela TV Tupi.

O trem azul (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972), BR-3 (Antonio Adolfo e Tibério Gaspar, 1970), Canteiros (Fagner sobre poema de Cecília Meirelles, 1973), Pedaço de mim (Chico Buarque, 1978) e Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio, 1972) foram, pela ordem, os cinco singles anteriores do álbum.

O sétimo e ainda inédito single deverá ser Retalhos de cetim, samba de 1973 que se tornou o primeiro grande sucesso do cantor e compositor Benito Di Paula.

♪ Eis outras músicas já gravadas por Lobão para o álbum Canções de quarentena, mas ainda inéditas:

♪ Azul da cor do mar (Tim Maia, 1970)

♪ Na hora do almoço (Belchior, 1971)

♪ Tarde em Itapoã (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1971)

♪ Balada do louco (Arnaldo Baptista e Rita Lee, 1972)

♪ Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972)

♪ Como vai você (Antonio Marcos e Mário Marcos, 1972)

♪ Hoje ainda é dia de rock (Zé Rodrix, 1972)

♪ Pérola negra (Luiz Melodia, 1971)

♪ Retalhos de cetim (Benito Di Paula, 1973)

♪ Os alquimistas estão chegando os alquimistas (Jorge Ben Jor, 1974)

Fonte: Mauro Ferreira g1.globo.com

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Diogo Nogueira abre parceria com Moacyr Luz entre as músicas inéditas do álbum ‘Lua’

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Cantor revive sucesso de Gilberto Gil no último disco ao vivo da trilogia ‘Samba de verão’.

♪ Diogo Nogueira fecha a trilogia do projeto audiovisual Samba de verão com a edição do álbum Lua, programado para sexta-feira, 5 de março. Ao longo das nove faixas de Lua, o cantor e compositor carioca dá voz a quatro músicas inéditas.

Cadê? – uma dessas músicas inéditas – é a primeira parceria de Diogo com Moacyr Luz. Samba que abre o disco, Vai embora não traz as assinaturas dos compositores Claudemir e Rodrigo Leite. Patrimônio mais nobre (Gabrielzinho do Irajá e Waltis Zacarias) e Um pedido (Carlos Caetano e Sombra) completam o lote de inéditas de Lua.

No fecho da gravação ao vivo feita em 26 de novembro de 2020 em balsa montada em Niterói (RJ), na Baía de Guanabara, o artista também cai no samba de Gilberto Gil (Aquele abraço, de 1969) e junta três sambas da lavra de Jorge Aragão – Ontem (1988), Minta meu sonho (1989) e Já é (Jorge Aragão e Flávio Cardoso, 2000) – em medley que reitera o tom comemorativo de grande parte do repertório selecionado por Diogo Nogueira para este projeto de verão.

Fonte: BLOG DO MAURO FERREIRA / G1.globo.com

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