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Suposto operador do PSDB pede que inquérito fique no STF, sob relatoria de Gilmar Mendes

Adefesa de Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa e apontado como operador do PSDB, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (5) que o inquérito no qual ele é investigado permaneça na Corte, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

Para os advogados de Paulo Vieira, o caso se encaixa na decisão da Corte de restringir o foro privilegiado de deputados federais e senadores.

O STF decidiu que a prerrogativa só será mantida para crimes cometidos no exercício do mandato e em função da atividade parlamentar.

No caso de Paulo Vieira de Souza, o senador José Serra (PSDB-SB) também é investigado no inquérito e já estava no mandato à época em que os crimes teriam sido praticados. Por isso a defesa do ex-diretor da Dersa alega que o processo deve ser mantido no STF.

“Ademais disso, evidente que os ilícitos em apuração, em especial aqueles supostamente ocorridos no ano de 2002, apenas poderiam se concretizar com o próprio exercício do mandato do co-investigado José Serra enquanto Senador da República, eis que apenas poderia obter vultosas quantias do Grupo Odebrecht – mais de 15 milhões de reais, direcionados ou não às suas campanhas eleitorais –, valendo-se de sua atuação política enquanto parlamentar, e do próprio prestígio que o cargo lhe confere”.

O inquérito que investiga José Serra e Paulo Vieira de Souza foi aberto após as delações da Odebrecht e investiga um suposto esquema de corrupção ligado à construção do Rodoanel Mário Covas, na região metropolitana de São Paulo.

Segundo a denúncia, Paulo Vieira de Souza atuou de forma ilícita durante o governo Serra como diretor da Dersa.

Versões

A defesa de Paulo Vieira tem dito que as denúncias contra ele “se chocam contra a investigação interna” da Dersa.

Quando Paulo Vieira foi preso, a defesa de José Serra informou que não comentaria o assunto.

O PSDB de São Paulo já afirmou que não tem qualquer relação com Paulo Vieira nem com os fatos a ele imputados.

Com informações do Matheus Leitão/G1

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